sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Aliás...

... simplificar é mesmo com o pessoal da arte moderna.A onda agora é deixar tudo mais puro, só com tons e formas e a expressão de sentimentos com cores e linhas.
    Ou seja, as palavras-chaves agora são simplificação e abstração:  não se prender muito aos hábitos mentais dos artistas; não ser  prisioneiro do talento, do virtuosismo e das pequenas especialidades estéticas.
     Gombrich conta que Cézanne ensinou a  Picasso a observar a natureza em termos de cones,cilindros e esferas.E lá vem o cubismo!
     Lembram daquela  idéia de Michelangelo de revelar a forma que parecia estar adormecida no bloco de mármore,esperando para ser retirada?De dar vida e movimento a suas figuras preservando ao mesmo tempo os simples contorno da pedra?
     Pois é Brancusi, um dos escultores modernos fez esse beijo ai do lado, em 1909, mostrando o  extremo oposto: quanto o escultor pode reter da pedra original enquanto a transforma na sugestão de uma figura humana.


E tem mais...

Não se deve qualificar a obra de feia ou bonita, mas verificar o sentimento que ela tenta exprimir..Ele dá o exemplo com a escultura ao lado, chamada "Tenham piedade", que Ernst Barlach fez em 1919. Segundo ele, observando a grande intensidade no gesto simples das mãos velhas e descarnadas da pedinte a gente já sente piedade...  A mulher puxa a capa sobre o rosto e a forma simplificada da cabeça aumenta nosso sentimento.

Oi Pessoal!

     Fui dar uma espiada lá no Gombrich para saber o que ele tinha a dizer que pudesse nos ajudar no nosso trabalho, além do que o Prof. tinha falado em sala.
      Segundo ele , como todas as outras "escolas", a arte moderna surgiu para resolver "uns problemas", além de quebra/incorporação de estilos anteriores.
      Para o povo que diz não gostar da arte moderna, Gombrich diz que não tem que gostar ou não.As pessoas não percebem como a arte moderna facilitou e faz parte da vida delas.
      Ele diz que os impressionistas derrubaram todas as convenções ainda restantes e “pintar o que se vê” fica fora de moda. O negócio agora era ver com os olhos da mente e não do corpo. 
      Ele coloca que os expressionistas procuram jogar com o que as pessoas acham das coisas e as distorce para expressar o que sente a respeito dela, chegando a parecer caricaturas. Uma arte que muda a aparência das coisas não para dar uma impressão de algo e nem expressar  um sentido de superioridade mas sentimentos.